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domingo, 4 de janeiro de 2015

Primeiro post do ano e um pouco de Pisa

Voltei!
Olá pessoal, como estão todos vocês? Este é o primeiro post de 2015, entramos no ano final do intercâmbio e onde as maiores aprovações começam... Sim, foi com imenso pesar que me despedi das minhas férias neste final de semana, e dou boas vindas as provas nestes próximos meses. Porém, relembrar é viver, e aqui começando este mês de janeiro venho contar para vocês do hostel maravilhoso que fiquei em Pisa, não só pela localização (quase ao lado do aeroporto, ideal para quem precisa pegar um voo naquele horário sacana) mas pela dona do lugar e pelo cuidado com os hóspedes!
Como vocês sabem passei apenas uma noite na cidade, porém foi o suficiente para eu me encantar... Cheguei passavam das 17:00 horas, e quando entrei no edifício já achei uma graça o lugar ser um prédio de família, o que isso significa? Que a senhora do hostel era a dona do prédio e morava por ali mesmo, na verdade a casa dela era no primeiro andar e os quartos no segundo. Fui recebida na porta com a alegria de quem não via um ente querido há muito tempo, gente não estou exagerando queria abraça-la de tão simpática!
Depois ela me mostrou todo o lugar, meu quarto, os banheiros, a senha do wifi (a coisa mais importante em qualquer parte do mundo) e claro a mesa do lanche, que tinha um detalhe todo especial... A cozinha era de acesso livre, eu poderia utilizar o fogão por exemplo, se fosse passar uma temporada maior era como alugar uma casa, mas o que me chamou mais à atenção é que na descrição do site falava que o lugar oferecia café da manhã, mas na verdade ele oferece boca livre o dia todo! A mesa fica posta e recheada de pães, bombons, geleias, croissant, cereais e várias coisas que se tem direito, fora que na geladeira tem suco, leite, refrigerante, manteiga e muito mais... E quando você pode comer isso? Exatamente quando lhe der fome! Não tem uma hora fixa como na maioria dos hostels onde o café da manhã é das 7:00 às 10:00 (e se tem uma coisa que não me agrada é acordar antes das 10:00 nas férias.)
Como eu iria sair muito cedo ela estava preocupada com a possibilidade de eu ir embora sem comer nada (na verdade eu também estava um tanto quando desesperada com essa opção), e vocês acreditam que até na cafeteira ela me ensinou a mexer para não ter perigo de ficar com fome?!Como não amar um lugar assim ?
Agora chega de papo, e vamos as fotos!
Primeiramente, meu quarto (não repara a bagunça amigos, mas cheguei abrindo a mala atras das minhas havaianas):



Em seguida temos o corredor e o banheiro, detalhe que o banheiro ficava perto do meu quarto, e ninguém usava esse, e sim um que tinha na porta de entrada... Resultado: Banheiro privado!



E por fim, mas não menos importante... A cozinha sempre muito bem servida:



Mas eu falei, falei e falei e a parte mais importante não contei! O nome do lugar é The Sunflower Bed and Breakfast!
Transformei o nome em um link direto para o site do hotel,  eu fiz a reserva pelo Booking, fui super prático e só paguei quando cheguei lá!

Acho que este post de hoje é mais uma grande dica e um elogio ao Sunflower... Mas gostaria de finalizar desejando à todos os leitores um ano de 2015 maravilhoso, cheio de luz e saúde, obrigada por todas as visitinhas diárias mesmo quando o blog estava parado! E que 2015 seja um grande ano para todos!

Beijos, da garota que está na Itália...

domingo, 26 de outubro de 2014

Cortona

"Mamãe é dia de feira em Cortona, a Piazza é uma festa e todos estão convidados. O lugar comum urge para este centro do mundo, da até vontade de rir mas eu tenho que reconhecer que os italianos sabem se divertir mais do que nós. Estou comendo uma uva da feira e a sua doçura roxa invade minha boca, até o cheiro é púrpura!Gostaria de ficar mais tempo aqui, mas o sino do campanário me lembra da hora... Din dan dong o sino diz ao invés de ding dong... Gostaria que estivesse aqui!"

Bom dia meus caros, reconhece o texto acima? Não? Ele é do filme Sob o Sol da Toscana, que tem como cenário uma pequena cidade na Itália chamada Cortona... E adivinha quem foi lá?
Sempre fui apaixonada por esse filme, ele tem uma história linda e o melhor de tudo é que é baseado em fatos reais, realmente existe uma escritora americana que largou sua vida nos Estados Unidos e se mudou para essa cidade, reformou uma casa centenária, e escreveu um livro sobre isso. E não existia a menor possibilidade de eu não ir conhecer, então separei um belo dia de sol e fui em busca de Cortona. De Siena eu precisei pegar um ônibus para Arezzo as 6:30 da manhã, e de lá um para Cortona as 8:06 (acredite: quando um ônibus tem um horário como esse, ele não passa as 8:05 ou as 8:10, ele vai passar realmente as 8:06 e aí de você que não esteja na parada esperando). 


Cheguei e tudo nela ainda estava acordando, pelas ruas apenas os moradores caminhavam com aquela característica cara de sono pela manhã, e com isso tive a sensação de que era a única pessoa que não pertencia aquela cidade, ainda hoje acredito que aquela hora da manhã só existia eu de turista. Caminhei muito, me perdi entre ruas e jardins, fui surpreendida a cada esquina, toda ela tem poesia, e realmente o sol que banha essa cidade tem algo mágico. Como disse, dei sorte que no dia em que fui não tinha muitos "estrangeiros" então pude fazer uma das coisas que mais gosto quando viajo: observar os moradores daquele lugar, ver como é sua rotina, eles passeando com seus cachorros, as senhoras comprando verduras na feira para fazer o almoço, as pequenas rodas de senhores que se encontram pela manhã para tomar o café expresso italiano que é tão forte que a cada gole uma lágrima escorre dos seus olhos, só quem se criou aqui consegue tomar aquilo sem fazer nenhuma careta. 

Passei uma manhã inteira em Cortona, almocei uma maravilhosa lasanha em um pequeno restaurante atrás da Piazza principal da cidade, e por causa do transporte tive que ir embora logo cedo, eu realmente tinha visto tudo, ela é pequena então você consegue vê-la tranquilamente em uma manhã, mas o lugar é tão bom, tem uma energia que realmente te faz sentir bem, se eu pudesse teria ficado o dia inteiro, ou até mesmo todo o final de semana, é o tipo de local onde não existe mil e uma atrações turísticas, mas tudo é tão acolhedor que não dá vontade de ir embora. 
Quando peguei o ônibus para voltar precisava novamente fazer uma parada em Arezzo, porém eu tinha umas duas horas de folga antes do meu ônibus para Siena, e adivinha o que eu fiz? Fui na minha cafeteria preferida de Arezzo (Sugarland pertinho da estação) comer meu cupcake e cappuccino básico. 


Voltei para casa me sentindo muito feliz, foi uma viagem encantadora, tudo tinha harmonia, cada cantinho da cidade fez com que realmente eu me sentisse no filme que tanto amo, e depois de conhecer de perto Cortona entendi o porque Frances Mayes largou tudo para morar ali.

Segue o trailer do filme Sob o Sol da Toscana, só consegui ele em inglês não achei dublado no YouTube, mas pelas cenas você já se apaixona!


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Arezzo

E antes de iniciar o post contando todos os detalhes sobre o dia maravilhoso que passei nessa cidade na Toscana, porque não fazemos um checklist sobre a história dela? Nada melhor do que ir viajar já sabendo um pouco sobre o local! Vamos lá?
  • As torres da cidade são tipicas da idade média, arcos romanos e fachadas renascentistas.
  • Na igreja de San Francesco está um dos principais afrescos da pintura italiana - Lenda da Cruz Verdadeira de Piero della Francesca (1416-1492), era um pintor italiano da segunda fase do renascimento (século XV). Em relação a pintura: é uma sequencia de imagens que contam a história da madeira que foi usada na cruz de Cristo.
  • 15 anos foi o tempo necessário para restauração do afresco.
  • Escadarias da igreja são de 1524.
  • O Dumo da cidade começou a ser construído na segunda metade do século XIII e só foi finalizado no inicio do século XX.
  • E por fim, sabe o filme "A vida é Bela"? De Roberto Benigni? Pois é este filme teve algumas cenas gravadas em Arezzo, como a cena da bicicleta quando Guido Orefici passeava se declarando para Dora.
Agora vamos ao dia, uma hora e meia de ônibus e cheguei ao meu destino. Que lugar encantador, foi apaixonante! Arezzo reúne natureza e arte na medida certa! Para todos os lados que você olha tem verde e para cada folha há um quadro, imagem ou estátua. 


Na cidade ocorre a maior feira de antiguidades da Itália, e a minha sorte foi tanta que ela estava acontecendo justamente no dia em que eu fui. E realmente tem de tudo, desde móveis para a casa até jóias ou pequenos pingentes - E como cada pessoa tem seu tesouro, fui em busca dos meus, me direcionei a uma simpática banca com um senhor igualmente simpático e comprei dois livros, mas eu não os escolhi pela sinopse, para ser sincera com vocês eu nem sei a história deles, eu os comprei pelo simples fato de um ter pertencido a Liana Marconi em fevereiro de 1940. Agora quem era essa mulher ? Não imagino, só sei que vivia em Firenze segundo o que a própria escreveu ao lado da data. E quando peguei esse singelo livro com valor histórico eu pensei: "Isso é da época a segunda guerra mundial! Eu tenho um sobrevivente da guerra em minhas mãos!" E minha nova amiga, Liana? Será que sobreviveu? Firenze foi muito bombardeada nessa fase. O nome do livro é "Il gran Momento" da autora Eleonora Glyn (aliás é muito dificil achar qualquer coisa sobre ela na internet). 
O segundo livro é "Il candelabro d'oro" do autor Nino Salvaneschi, e este eu comprei pela dedicatória. Foi um presente em reconhecimento e gratidão de Giuseppe Romolini para o Dottor Mario Michelini em 24 de abril de 1951. E quem disse que eu conseguia colocar eles na mochila? Carregava junto ao peito!



Caminhando pela cidade só sabia ficar encantada pela beleza do lugar, cheio de detalhes e pequenas surpresas. Outra coisa interessante são as pichações, não existem muitas, e em geral elas deixariam qualquer parede feia, mas naquela pequena cidade na Toscana não! Cada rabisco e frase é uma declaração de amor, desde um humilde eu te amo até relatos de amores sofridos.
Também vi um jardim belíssimo na cidade, um lugar daqueles que vale a pena passar horas deitada na grama apenas lendo um bom livro ou tentando achar forma nas nuvens.


Perto do final do meu passeio entrei em uma portinha que dava para o sub solo da igreja localizada no centro, lá achei uma menina muito simpática que me contou a história do local, segundo ela existe uma teoria de que embaixo de Arezzo há uma cidade inteira soterrada, por isso naquele local tinham ruínas de algo que se acredita ser a casa de um ferreiro, todos os achados ali são com características  dos etruscos. E então por causa desta teoria qualquer morador que deseja construir algo na cidade deve primeiro avaliar o terreno pois é quase certo que em qualquer cantinho de terra se encontra algum vestígio de tempos antigos.





Posso afirmar que foi nesse passeio que mais me senti na Itália, tudo é maravilhoso, desde a paisagem até os queridos e hospitaleiros moradores.
Não retornei a minha amada Siena sem antes parar em uma das cafeterias mais lindas que já vi na minha vida, a Sugarlend pertinho da estação ferroviara, e lá comi um cupcake de chocolate com pasta de amendoim e um cappuccino, e posso falar? Foi o mais puro prazer a cada mordida ou gole, fechou o passeio com chave de ouro!


E foi assim que finalizei um domingo delicioso, se você pretende conhecer a Itália e vai passar pela Toscana coloque esse local no roteiro pois é fantástico, e para ir de Siena a Arezzo o bilhete custa 6,60 euros de ônibus e sai da Piazza Gramsci em Siena.
Por hoje era só gurizada!
Beijos, da garota que está na Itália!